4 passos para precificar corretamente seu produto

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Uma boa formação de preço é chave para qualquer negócio dar certo. Mas essa não é uma tarefa fácil. Uma das mais importantes e também mais difíceis decisões que um empresário tem que tomar é a precificação de produtos e serviços. Mas qual o seu papel e por que ela levanta tantos questionamentos? Quais as diferentes formas pelas quais que ela poderá ser feita? 

A precificação de produtos pode parecer algo simples a princípio, mas não. A grande maioria dos empresários faz precificação somente no início de suas atividades, mas é preciso lembrar que o processo de precificação deve ser constantemente revisado e refeito e, para isso, podem ser levados em consideração alguns conceitos. 

Continue lendo e veja como fazer esse processo de precificação corretamente!

1. Leve em consideração os custos

Neste tipo de precificação, você precisará de um conhecimento profundo de seus custos — tanto fixos, que são aqueles que, independentemente da quantidade vendida, vão existir de qualquer maneira, como os salários dos funcionários ou aluguel, quanto os variáveis, que são aqueles diretamente ligados com a quantidade produzida, com suas vendas ou com os serviços prestados.

Depois da devida apuração dos custos, é necessário estabelecer um determinado percentual de retorno sobre seus custos e o adicionar a estes valores. Se o produto tem custos fixos e variáveis de R$100,00 e for decidido que um percentual de 30% é adequado como retorno, então o produto terá o custo final de R$130,00.

2. Não perca de vista a concorrência

A precificação com base na concorrência é baseada em pesquisas de mercado, avaliando produtos similares e qual o preço final dos produtos ou serviços, ou seja, quanto o mercado está disposto a pagar.

É muito importante prestar atenção ao fato de que, mesmo com produtos similares, os processos produtivos podem ser diferentes, o que pode levar a uma percepção errada de quanto um produto deve custar. Desta forma, ele pode ficar com valor inferior ao custo de produção.

3. Lembre-se do valor agregado

Outro tipo comum de precificação é aquela feita por valor agregado, ou seja, não leva em consideração somente a questão monetária do produto, mas outros fatores como imagem da empresa, números de players atuantes, exclusividade do serviço, reconhecida qualidade do produto, entre outros fatores muitas vezes intangíveis. Tais fatores não são facilmente reconhecidos.

Aqui, assim como na precificação feita com base na concorrência, caso o empresário não conheça profundamente seus custos, pode ter problemas para cobri-los ou, ainda, dificuldades para vender seu produto ou serviço, pois eles podem estar muito acima do mercado.

Neste ponto, são importantes o conhecimento do mercado e da concorrência e a estrutura de custos da empresa.

4. Tome a precificação como uma ferramenta de gestão

A precificação pode ser usada como uma poderosa ferramenta de gestão, uma vez que a partir dela podem ser definidos os resultados, investimentos e até mesmo os rumos que uma empresa pode tomar.

Além dos métodos e características apresentados, é preciso estar em constante contato com o mercado justamente para conhecer seus concorrentes, procurar alternativas para mão de obra ou compra de insumos e, se for o caso, partir para mudanças de estratégia — como o investimento em marketing, que auxilia na divulgação de seu produto ou serviço ou, ainda, a diminuição de preços baseada em questões econômicas ou de mercado, de forma a impactar na redução de margens ou até na absorção de prejuízos em determinados períodos de tempo.

Assim, é preciso conhecer profundamente a estrutura de custos e constantemente estudar o mercado e seus concorrentes para que seu produto esteja sempre corretamente precificado.

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